Fucked Up

A Fucked Up é uma banda de hardcore de Toronto, digo hardcore porque é assim que eles se definem, mas numa escutada rápida você já pega várias influências que vão desde punk, passando por grunge (se é que ainda dá pra definirmos uma banda assim) e shoegaze.

A essas alturas, você pode já conhecer a banda, ela participou de um festival da Converse em São Paulo. Na verdade foi pesquisando o lineup do festival que cheguei até eles e infelizmente não pude ver o show no momento, mas fiquei muito empolgado pra sacar esse noise ao vivo.

Eu não conhecia, mas gostei muito do som e fiquei muito curioso pra sacar como eles são no palco.

Já descobri que eles farão um show aqui em Edmonton em um pub que já passei em frente algumas vezes mas nunca fui, essa vai ser uma ótima oportunidade de conhecer o pub e a Fucked Up ao vivo.

Quer conhecer mais do trabalho deles, vai no site que tem bastante coisa. >>>>> http://fuckedup.cc/home/

O show deles será no The Pawn Shop que fica na Whyte Ave, 10551.

O site do pub? Tá aí também. http://pawnshoplive.ca

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Passinho: a mistura do funk carioca com Kuduro de Angola

Angola Kuduro
Angola Kuduro

 

 

Assista e compare.

 

 

Um novo jeito de dançar o funk nasceu nas comunidades do Rio de Janeiro. É o “Passinho”, uma dança cheia de energia e influências, sobretudo, do Kuduro. Dez anos antes de o passinho emergir nas comunidades pobres do Rio de Janeiro, o Kuduro surgia em Luanda.

Os dois ritmos são uma colagem de batidas negras. No caso da dança carioca, é uma mistura de funk, frevo, break, samba e, também, Kuduro. “A paixão dos jovens da periferia do Rio pela cultura do passinho é muito similar à que Angola tem pelo Kuduro”, diz Emílio Domingos, diretor do documentário “A Batalha do Passinho” (2013).

O movimento musical ganhou projeção fora das favelas do Rio no final da década de 2000, quando os dançarinos começaram a fazer sucesso no Youtube. A partir daí, foram organizadas competições com duelos entre os bailarinos. “O passinho é o resultado de uma mistura. O funk se modificou com o surgimento do tamborzão, que tem uma batida mais acelerada. Foram incorporados o atabaque, percussão brasileira, música de umbanda e candomblé”, conta.

O passinho não tem a mesma sensualidade do funk carioca. “Quando o funk começou, como ‘proibidão’, era quase um filme pornográfico. O passinho é mais uma brincadeira”, diz o realizador do filme “I Love Kuduro”, Mario Patrocínio.

Quando surgiu, a função da dança era chamar a atenção das mulheres nos bailes funk. O passinho é dançado majoritariamente por meninos. “A mulherada gosta de quem tem poder e se destaca. Os rapazes chamam a atenção quando dançam”, afirma a dançarina Leandra Perfects no documentário “A Batalha do Passinho”.

 

Originalmente aqui: http://hojetem.net/hojetemv3/2013/11/18/passinho-a-mistura-do-funk-carioca-com-kuduro-de-angola