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Dou muito valor as minhas amizades, e experiências de vida. Nunca deixo de fazer o que quero, gosto de curtir a vida, a música e o momento. Se eu falasse que sou um cara multimídia soaria meio anos 90, mas eu sou um cara que gosta de fotografia, música, vídeo, design, arte urbana, tattoo, produção cultural, games, internet, skate, basquete, futebol e publicidade. Gosto de muitas coisas, toco em banda, tento ser um DJ, sou formado em design gráfico e trabalho com publicidade, tb já trabalhei como produtor de banda, de show e de festival. Joguei basquete e andei de skate por amor aos esportes, mas como atividade física fiz handball, futebol de salão, volley, natação, xadrez, tênis de mesa e dominó. Claro que dominó é uma atividade física, equilibrar aquele tabuleiro nas pernas depois de tomar umas 2 ou 3 cervejas entre uma aula e outra acaba sendo uma atividade física de grupo. Agora vivo um momento feliz, depois de me formar mudei pro Recife, construi toda uma nova vida, trabalhei numa agência que me pagava só 600 reais, dela fui trabalhar na melhor agência do estado, sai de lá e viajei pelo brasil como produtor de banda de rock. Produzo show e agora trabalho como freelancer, depois de já ter passado por quase todas as boas e grandes agência de Recife. E esse é um blog feito por um Sergipano que mora em Recife, que já conheceu São Paulo, Rio de Janeiro, Belo horizonte, Natal, João Pessoa, Salvador, Maceió, Ouro Preto, Bauru, Olinda, Itabaiana, São Cristovão, Caruaru, Itabuna, Campina Grande, Itacaré, Pipa, Argentina, Chile, Angola e agora Canadá.

METZ

ACETATE (NOT THE VIDEO)

THE SWIMMER

Toda vez que escuto uma música e ela tem algo de incrível, sejam riffs, letras, a sonoridade ou a novidade por trás do som, me dá arrepio, vontade de chorar, aquela inquietação que você sente quando é adolescente. É exatamente esse sentimento que tive quando conheci a Metz.

Desde esse dia, fui atrás de material da banda, história e conhecer mais sobre eles. O que não me surpreendeu foi eles serem uma cria da SubPop, selo independente de Seattle já mundialmente famoso por ter lançado o Nirvana.  Já li matérias falando que o Metz foi a banda responsável por colocar a SubPop de volta nos trilhos que a fizeram ter a fama de descobrir grandes talentos do underground. É sempre bom lembrar que ela também foi a responsável por lançar a CSS (Cansei de Ser Sexy), no mercado gringo e no circuito de festivais internacionais.

Nessa mistura do som da Metz você vai encontrar distorção, muita sujeira, efeitos na voz, no baixo e que só reforçam o que a banda tem de melhor, aquela agonia sonora que te dá arrepios quando você escuta os primeiros riffs e te faz levantar da cadeira. Se eu fosse te indicar uma banda pra você escutar durante aquela tua caminhada matinal, com certeza seria a Metz. Seu dia começará melhor e teu chefe vai te agradecer pela produtividade desse dia.

O que me surpreendeu um pouco foi saber que eles são do Canadá, mais precisamente de Toronto. Mais uma feliz descoberta de excelente banda canadense. Nos links acima postei 2 clipes do mais recente (lançado mês passado) e aqui embaixo tem 2 clipes do primeiro álbum e um video de um show deles no Nrmal Festival no México.

WET BLANKET (OFFICIAL VIDEO)

WASTED (OFFICIAL VIDEO)

NRMAL FESTIVAL, México, 28 de fevereiro de 2015

‘Angola’, um curta-metragem sobre as cores e ritmos de Luanda

As cores e ritmos de Luanda, capital angolana, saltam aos olhos e ouvidos do espectador no mini-documentário “Angola”. Dirigido pelo músico Silva, em parceria com Angelo Silva e William Sossai, o filme traz registros feitos no país africano no final de 2013.

O músico capixaba se deslocou até Angola por conta da música, “Volta”, inspirada em ritmos afros, presente no seu segundo álbum, “Vista pro Mar”. As imagens feitas no país renderam um videoclipe e o documentário em questão.

Em vez de fome, tristeza ou calamidade, o curta-metragem ressalta a simpatia dos angolanos e sua intimidade com a dança, mais especificamente com o kuduro, “cultura que não é ensinada em escolas, se aprende na rua com os amigos, dançando nas festas”,  como escreve o músico.

Com pouco mais de 5 minutos, o curta-metragem é narrado pelo próprio Silva. “Se você olhar do jeito certo, fica claro o potencial e a força desse povo”, declara.

Assista ao documentário a seguir:

Assista ao videoclipe:

Originalmente no https://culturaemcasa.catracalivre.com.br/online/angola-um-curta-metragem-sobre-as-cores-e-ritmos-de-luanda/

Mastodon e Clutch

Não me lembro exatamente a data ou o ano, mas houve uma época em que eu comprava com bastante frequência a Kerrang! estava estudando inglês e queria melhorar a compreensão do idioma através da leitura, e como já escutava muitas bandas gringas, nada mais natural que buscar conhecer novos sons diretamente de uma das principais revistas da época. A revista era bastante cara por ser importada e não lembro a razão mas o jornaleiro só comprava de 2 em 2 meses, mas justamente por esse motivo eu escolhia a dedo a edição que iria comprar, normalmente procurava alguma que viesse com alguma coletânea. E foi em uma Kerrang! que conheci o Clutch, não era capa, mas um daqueles destaques de capa, mas estava lá me chamou a atenção e fui conhecer o som deles, e nessa época eu estava escutando bandas mais pesadas, com preferência pelo Thrash Metal, mas escutava bastante Alternative Metal, Hard Rock e Classic Rock. Nessa época nem existia o termo Stoner Rock e eles não se encaixavam em um estilo determinado, eram uma banda de rock com influências de blues mas com riffs de peso.

Mas voltando para o ano de 2015, uma grata surpresa foi saber que eles tinham lançado material novo e estavam em tour junto com o Mastodon, melhor ainda, eles iriam tocar na sua cidade. Equação perfeita para uma noite de domingo, ver o show de uma banda que fez parte do repertório da sua formação musical e assistir ao vivo uma banda que você está curioso pra conhecer ainda mais.

O show da Clutch foi incrível, energia bacana entre banda e público, mas nada de muita conversa e paradas para interações, o lance era uma música atrás da outra, e pontuais agradecimentos e pausas antes dos hits, a maior parte do Blast Tyrant e por incrível que pareça eu não era o único saudoso, muita gente foi ao show apenas para ver o Clutch, deu pra notar isso no intervalo entre o show deles e o da Mastodon.

O show da Mastodon foi muito, muito bom, enfim, se você conhece o som deles mais do que eu vai entender o que estou falando. Peso e virtuosismo poder sim fazer parte de um mesmo show de uma banda de Heavy Metal ou seria Progressive Metal? Não sei se foram os efeitos visuais das luzes, mas colocou todos em transe com  solos longos e alternância entre músicas mais pesadas e outras mais densas mas sem se perderem no meio do caminho. Show incrível do começo ao fim. E sim, a iluminação faz muita diferença no show deles.

No final do show o baterista assumiu o microfone agradeceu a todos, falou sobre a tour, sobre estar viajando junto com a Clutch, agradeceu a todos que sairam de casa em um domingo a noite para assistir ao show, compraram cds, camisas e material de divulgação das bandas. Pra mim isso fez eu ainda ter mais respeito por eles, em tempos onde bandas e artistas exageram no estrelismo, você estar perto do seu público fala muito sobre o tipo de fã que você quer ter.

FOTO DO DIA – PANORÂMICA DA VISTA COM O DIA NUBLADO.

Inverno chegando já faz essas mudanças no dia-a-dia, passamos de dias mais longos para noites mais longas.

Quase 10h da manhã e parece que estamos saindo da madrugada. O frio já chegou pra valer mínima de 1º e máxima de 3º para hoje.

Clica na foto abaixo para ver ela em um tamanho maior.

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As cores do Outono

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Essa foto foi tirada no dia 22 de setembro, dá pra ver bem a mudança de cor das folhas das árvores.
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Essa outra foto eu tirei hoje e o verde que ainda existia na foto do dia 22 de setembro vai desaparecendo de vez.

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Obrigado Edmonton Expo pelo Super fim-de-semana.

Com um total de 30 festivais acontecendo durante o ano, Edmonton é conhecida como a Cidade dos Festivais, e nesse fim de semana aconteceu o Edmonton Expo, Festival sobre Comics e Entretenimento. No mundo todo os eventos sobre comics, entretenimento, animes e mangá leva muitas pessoas a usarem a criatividade e trabalho duro para confeccionar fantasias e vestirem o orgulho que tem de serem fãs de personagens não só de quadrinhos, mas também de filmes, games e séries de tv. Uma coisa é certa, não existe limite para a criatividade, nem mesmo financeiro ou de tempo, um dos participantes do concurso de fantasias falou que levou 6 meses criando a sua fantasia que estava participando na categoria Master.

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O evento aconteceu em 3 dias agora em setembro e levou muita gente para o Expo Center aqui em Edmonton. Dentro da programação tinha de tudo o que se poderia imaginar, de paineis de perguntas e respostas com atores Kunal Nayyar (Dr. Raj Koothrappali) and Simon Helberg (Howard Wolowitz) da série The Big Bang Theory, em outro painel sobre “The Whedonverse” quem participou foram Summer Glau (Arrow), J. August Richards (Agents of Shield and Arrow) Amy Acker (Angel, Agents of Shield and Person of Interest), até exposição de quadros e cenários de batalhas de Star Wars feitos totalmente com Lego. Muita coisa bacana mesmo, você poderia escolher, se ia assistir um painel com alguns atores famosos ou um workshop sobre storyboard para filme e tv, ou até mesmo um palestra sobre Klingon ou o uso de novas linguagens no universo do entretenimento.

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Raj Koothrappali e Howard Wolowitz da série The Big Bang Theory

Sem falar dos food trucks e da enorme feira com expositores sedentos pra levar todo o seu dinheiro. Você encontrava posters, fantasias das mais simples até as réplicas, DVDs, CDs de bandas ou trilhas sonoras, badges, stickers, bonecos e toyarts.

Na verdade o bacana mesmo era ir para os enormes corredores ver, tirar fotos e aproveitar a grande diversão que era todo mundo fantasiado com seu personagem favorito. E não tinha tempo ruim, a hora que alguém apontasse uma câmera fotográfica pra onde que fosse alguém iria fazer a pose do personagem ou fazer algum tipo de brincadeira.

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De Angola para o Mundo

Texto da Aline Frazão, publicado no site Rede Angola.

Vi cartazes do I Love Kuduro até nos autocarros da Carris. O documentário, que pretende contar a história do Kuduro, de Angola para o mundo, desde os anos 90 até hoje, estreou na semana passada em Portugal. Vi o I Love Kuduro numa pequena sala dos cinemas do Colombo – antiga capital de Angola em Lisboa, hoje destronada pela Avenida da Liberdade.

Saí da sala de cinema com sentimentos contraditórios. Não há dúvida que o filme reproduz algumas das principais características do Kuduro e da nossa sociedade. O humor e a loucura, o caos e a irreverência, o star system e a ambição, a busca de uma identidade, a importância da imagem, a fome de fama e as contradições do Museke como epicentro da falta de tudo, menos de criatividade.

O Kuduro tem boas estórias. É impossível não rir ao ouvir falar o Presidente Gasolina ou o Príncipe Ouro Negro. É impossível não admirar o Hochi Fu, produtor visionário de inspiração norte-americana, que ajudou a transformar o “Ninguém” na superstar Cabo Snoop. Um dos episódios mais interessantes é o dos dançarinos da velha guarda, que explicam em detalhe o estado de transe em que entram enquanto dançam. Sob o efeito da batida e da adrenalina, sentem que ganham poderes especiais. Podem subir paredes ou até mesmo voar. Um deles explica essa vertente meio clown do kuduro, essa vontade de fazer o outro rir e usar o riso como remédio para as malambas da vida.

Mais do que a repetida discussão sobre quem foi que inventou o Kuduro, não se pode compreender este estilo de dança e de música, hoje, sem falar dos Lambas e do Nagrelha, também conhecido como “Estado Maior”. Não se pode entender o Kuduro sem conhecer o trajecto da carismática Titica, “la nouvelle étoile du kuduro angolais”. Todos estes personagens excêntricos, polémicos, irreverentes, são – queiramos ou não – os protagonistas do Kuduro e da cultura popular urbana do país.

No entanto,  notámos algumas ausências de peso, ausências que fazem do filme parcial e incompleto. Em primeiro lugar, o documentário não destaca nenhuma kudurista mulher, além da Titica. Não será por haver poucas mulheres no Kuduro. Na verdade, há cada vez mais. Algumas até bastante famosas. No filme sente-se a falta de mais pontos de vista femininos. Essa é, para mim, uma das grandes falhas do documentário.

Fica também de fora Sacerdote, alma mater da produtora Circuito Fechado, ponto de referência incontornável do Kuduro nacional. Sacerdote rima de boca cheia e com conteúdo. Além disso, foi mais longe e criou condições para que outros jovens como ele pudessem gravar e lançar as suas músicas, através do projecto Circuito Fechado.

Quem também quase passa desapercebido no filme é o popular Bruno M., o “kudurista intelectual”, que foi considerado o melhor do ano em 2012 pelo Angola Music Awards. Bruno M. usa o Kuduro como arma de intervenção social através das suas poderosas letras e do seu olhar crítico. Em “I Love Kuduro” teve direito a uns míseros 30 segundos no episódio dedicado ao Presidente Gasolina e Príncipe Ouro Negro.

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I Love Kuduro vem reforçar essa ideia de autenticidade (irrefutável) que o Kuduro tem. O Kuduro é nosso, é de Angola para o mundo. Mas o Kuduro, ao mesmo tempo que é um impressionante espectáculo de entretenimento, uma performance explosiva, uma força da natureza, também consegue ser, por vezes, um terreno escorregadio, limitador, vazio. Angolano às vezes dança para esquecer. Ri por não querer chorar. Inventa um novo coro para matar as horas difíceis. Mas quando a batida acaba, a vida, essa, continua lá.

Angola é Kuduro mas não só. É a terra do semba, da kizomba, da rebita, da trova chorada, da kilapanga e da tchianda.  Como canta o Paulo, “nada contra o Kuduro”. Certo é que seremos aquilo que decidirmos ser.

Original aqui: http://www.redeangola.info/opiniao/de-angola-para-o-mundo

A página oficial da Aline Frazão.

Site da Rede Angola, lá você encontra muita informação bacana.