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‘Angola’, um curta-metragem sobre as cores e ritmos de Luanda

As cores e ritmos de Luanda, capital angolana, saltam aos olhos e ouvidos do espectador no mini-documentário “Angola”. Dirigido pelo músico Silva, em parceria com Angelo Silva e William Sossai, o filme traz registros feitos no país africano no final de 2013.

O músico capixaba se deslocou até Angola por conta da música, “Volta”, inspirada em ritmos afros, presente no seu segundo álbum, “Vista pro Mar”. As imagens feitas no país renderam um videoclipe e o documentário em questão.

Em vez de fome, tristeza ou calamidade, o curta-metragem ressalta a simpatia dos angolanos e sua intimidade com a dança, mais especificamente com o kuduro, “cultura que não é ensinada em escolas, se aprende na rua com os amigos, dançando nas festas”,  como escreve o músico.

Com pouco mais de 5 minutos, o curta-metragem é narrado pelo próprio Silva. “Se você olhar do jeito certo, fica claro o potencial e a força desse povo”, declara.

Assista ao documentário a seguir:

Assista ao videoclipe:

Originalmente no https://culturaemcasa.catracalivre.com.br/online/angola-um-curta-metragem-sobre-as-cores-e-ritmos-de-luanda/

De Angola para o Mundo

Texto da Aline Frazão, publicado no site Rede Angola.

Vi cartazes do I Love Kuduro até nos autocarros da Carris. O documentário, que pretende contar a história do Kuduro, de Angola para o mundo, desde os anos 90 até hoje, estreou na semana passada em Portugal. Vi o I Love Kuduro numa pequena sala dos cinemas do Colombo – antiga capital de Angola em Lisboa, hoje destronada pela Avenida da Liberdade.

Saí da sala de cinema com sentimentos contraditórios. Não há dúvida que o filme reproduz algumas das principais características do Kuduro e da nossa sociedade. O humor e a loucura, o caos e a irreverência, o star system e a ambição, a busca de uma identidade, a importância da imagem, a fome de fama e as contradições do Museke como epicentro da falta de tudo, menos de criatividade.

O Kuduro tem boas estórias. É impossível não rir ao ouvir falar o Presidente Gasolina ou o Príncipe Ouro Negro. É impossível não admirar o Hochi Fu, produtor visionário de inspiração norte-americana, que ajudou a transformar o “Ninguém” na superstar Cabo Snoop. Um dos episódios mais interessantes é o dos dançarinos da velha guarda, que explicam em detalhe o estado de transe em que entram enquanto dançam. Sob o efeito da batida e da adrenalina, sentem que ganham poderes especiais. Podem subir paredes ou até mesmo voar. Um deles explica essa vertente meio clown do kuduro, essa vontade de fazer o outro rir e usar o riso como remédio para as malambas da vida.

Mais do que a repetida discussão sobre quem foi que inventou o Kuduro, não se pode compreender este estilo de dança e de música, hoje, sem falar dos Lambas e do Nagrelha, também conhecido como “Estado Maior”. Não se pode entender o Kuduro sem conhecer o trajecto da carismática Titica, “la nouvelle étoile du kuduro angolais”. Todos estes personagens excêntricos, polémicos, irreverentes, são – queiramos ou não – os protagonistas do Kuduro e da cultura popular urbana do país.

No entanto,  notámos algumas ausências de peso, ausências que fazem do filme parcial e incompleto. Em primeiro lugar, o documentário não destaca nenhuma kudurista mulher, além da Titica. Não será por haver poucas mulheres no Kuduro. Na verdade, há cada vez mais. Algumas até bastante famosas. No filme sente-se a falta de mais pontos de vista femininos. Essa é, para mim, uma das grandes falhas do documentário.

Fica também de fora Sacerdote, alma mater da produtora Circuito Fechado, ponto de referência incontornável do Kuduro nacional. Sacerdote rima de boca cheia e com conteúdo. Além disso, foi mais longe e criou condições para que outros jovens como ele pudessem gravar e lançar as suas músicas, através do projecto Circuito Fechado.

Quem também quase passa desapercebido no filme é o popular Bruno M., o “kudurista intelectual”, que foi considerado o melhor do ano em 2012 pelo Angola Music Awards. Bruno M. usa o Kuduro como arma de intervenção social através das suas poderosas letras e do seu olhar crítico. Em “I Love Kuduro” teve direito a uns míseros 30 segundos no episódio dedicado ao Presidente Gasolina e Príncipe Ouro Negro.

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I Love Kuduro vem reforçar essa ideia de autenticidade (irrefutável) que o Kuduro tem. O Kuduro é nosso, é de Angola para o mundo. Mas o Kuduro, ao mesmo tempo que é um impressionante espectáculo de entretenimento, uma performance explosiva, uma força da natureza, também consegue ser, por vezes, um terreno escorregadio, limitador, vazio. Angolano às vezes dança para esquecer. Ri por não querer chorar. Inventa um novo coro para matar as horas difíceis. Mas quando a batida acaba, a vida, essa, continua lá.

Angola é Kuduro mas não só. É a terra do semba, da kizomba, da rebita, da trova chorada, da kilapanga e da tchianda.  Como canta o Paulo, “nada contra o Kuduro”. Certo é que seremos aquilo que decidirmos ser.

Original aqui: http://www.redeangola.info/opiniao/de-angola-para-o-mundo

A página oficial da Aline Frazão.

Site da Rede Angola, lá você encontra muita informação bacana.

Passinho: a mistura do funk carioca com Kuduro de Angola

Angola Kuduro
Angola Kuduro

 

 

Assista e compare.

 

 

Um novo jeito de dançar o funk nasceu nas comunidades do Rio de Janeiro. É o “Passinho”, uma dança cheia de energia e influências, sobretudo, do Kuduro. Dez anos antes de o passinho emergir nas comunidades pobres do Rio de Janeiro, o Kuduro surgia em Luanda.

Os dois ritmos são uma colagem de batidas negras. No caso da dança carioca, é uma mistura de funk, frevo, break, samba e, também, Kuduro. “A paixão dos jovens da periferia do Rio pela cultura do passinho é muito similar à que Angola tem pelo Kuduro”, diz Emílio Domingos, diretor do documentário “A Batalha do Passinho” (2013).

O movimento musical ganhou projeção fora das favelas do Rio no final da década de 2000, quando os dançarinos começaram a fazer sucesso no Youtube. A partir daí, foram organizadas competições com duelos entre os bailarinos. “O passinho é o resultado de uma mistura. O funk se modificou com o surgimento do tamborzão, que tem uma batida mais acelerada. Foram incorporados o atabaque, percussão brasileira, música de umbanda e candomblé”, conta.

O passinho não tem a mesma sensualidade do funk carioca. “Quando o funk começou, como ‘proibidão’, era quase um filme pornográfico. O passinho é mais uma brincadeira”, diz o realizador do filme “I Love Kuduro”, Mario Patrocínio.

Quando surgiu, a função da dança era chamar a atenção das mulheres nos bailes funk. O passinho é dançado majoritariamente por meninos. “A mulherada gosta de quem tem poder e se destaca. Os rapazes chamam a atenção quando dançam”, afirma a dançarina Leandra Perfects no documentário “A Batalha do Passinho”.

 

Originalmente aqui: http://hojetem.net/hojetemv3/2013/11/18/passinho-a-mistura-do-funk-carioca-com-kuduro-de-angola

Luanda é a cidade mais cara do mundo.

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Seg, 28 Jun, 08h50

Por Paul Casciato

LONDRES, 28 de junho (Reuters Life!) – Luanda, a capital de Angola, é neste ano a cidade mais cara do mundo para expatriados, à frente de Tóquio, no Japão, e de Ndjamena, no Chade, segundo a Pesquisa Global Mercer do Custo de Vida.

São Paulo, em 21o lugar na lista global, é o lugar mais caro das Américas por causa da valorização do real. Entre as 214 cidades pesquisadas, Karachi, no Paquistão, é a mais barata.

Pela primeira vez, três cidades africanas estão entre as dez mais caras. Além de Luanda e Ndjamena, entrou também Libreville, no Gabão, que aparece em sétimo lugar.

Entre as dez mais há também três asiáticas (Tóquio e Osaka, em 6o, e Hong Kong, empatada em 8o) e quatro europeias (Moscou, em 4o, Genebra, em 5o, Zurique, empatada em 8o, e Copenhague, em 10o).

A pesquisa abrange mais de 200 itens.

“Nossas cidades são selecionadas com base nos pedidos dos nossos clientes multinacionais”, disse Nathalie Constantin-Metral, pesquisadora-sênior da Mercer, em nota que acompanha a pesquisa.

Segundo ela, vários setores –mineração, serviços financeiros, energia, empresas aéreas e indústrias– pediram mais informações sobre cidades africanas.

Sete cidades chinesas aparecem no ranking de 2010, num sinal de que, para as multinacionais, o país não se restringe a Pequim, Xangai e Hong Kong.

Na Europa, a cidade mais barata é Tirana (Albânia), em 200o lugar no ranking. No Oriente Médio, a mais cara é Tel Aviv (19o lugar), e a mais barata é Trípoli (Líbia, 86o).

Nos Estados Unidos, as mais caras são, pela ordem, Nova York (27o lugar) e Los Angeles (55o). A cidade de Winston Salem é a mais barata do país para estrangeiros viverem, em 197o lugar no ranking geral.

“O enfraquecimento do dólar diante de várias outras moedas, junto com uma redução no custo da acomodação de aluguel, puxou as cidades dos Estados Unidos para baixo no ranking”, disse Constantin-Metral.

Na América do Sul, o Rio de Janeiro é a segunda mais cara (29o lugar mundial), seguida por Havana (45o), Bogotá (66o) e Brasília (70o).

Buenos Aires ficou em 161o lugar, e Manágua é a cidade mais barata da América Latina, em 212o lugar na lista mundial.

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Da Esq. para a Dir. Eu, Ricardinho, Leandro e Eduardo. Foto: Tiago Neves
Da Esq. para a Dir. Eu, Ricardinho, Leandro e Eduardo. Foto: Tiago Neves

E aí vai uma banana?

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O macaquinho que você está vendo na foto acima, foi encontrado machucado/atropelado na estrada enquanto o pessoal daqui da agência estava indo ao Huambo (província de Angola), para um evento de um dos nossos clientes.

O coitado além de estar machucado, ainda teve de aguentar uma viagem cansativa de ida e volta ao Huambo, uma vez que foi encontrado no caminho de ida. Chegando aqui de volta à Luanda, ele foi levado ao veterinário para receber vacinas e medicamentos.

Ficou preso em um local seguro, para ele e para nós, claro, e teve um começo de estadia tranquila, com poucos momentos de exaltação ou de histeria. Dele, claro. Porque as mulheres se derreteram com a simpatia do pequenino. Deve ser esse olhar magnético imagino.

Mas sim, ficamos um bom tempo chamando o pequenino de Mauro, nome carinhosamente dado por Símon, que o chama assim pela semelhança com um dos nossos motoristas. Esse mesmo jeito malandro, preguiçoso de quem está sempre a esperar por algo ou alguém. E qual não foi a nossa surpresa quando o “Mauro” voltou do veterinário, ele na verdade não é um macaquinho e sim um espécime do sexo feminino, portanto, uma macaquinha. Que já foi prontamente apelidada de Eva, por outro dos motoristas, mas o apelido não está pegando e todos continuam a chama-la de “Mauro”. Acho que quem não deve estar gostando dessa história de apelidos deve ser o Mauro original.

Mas o “Mauro” já está cheio de fãs e o que não vai faltar a ele será um lar acolhedor para comer suas bananinhas, ou não.

Curiosidades de Angola: Pau de Cabinda

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O Pau de Cabinda é o melhor afrodisíaco do país. Proveniente da casca de árvore com o mesmo nome, só é possível encontrar em Angola, nas florestas de Cabinda. O pau de Cabinda como é conhecido é um elemento afrodisíaco fluentemente usado por homens e mulheres.

Diz-se que o efeito nos homens é realmente notável (???)  e maior do que nas mulheres.

Autêntico e genuinamente angolano, o Pau de Cabinda de acção quase imediata, actua de forma complexa sobre a forma sexual, potente afrodisíaco combate problemas de impotência e de fragilidade, é estimulante e um revigorante super-forte.

Os seus efeitos variam individualmente havendo situações em que se manifesta actividade quase imediata e outros casos em que a actividade é registada após algum tempo.

O Pau de Cabinda é composto pela casca de uma árvore com o mesmo nome. Para o seu consumo tem de se levar ao lume (fogo) e deixar ferver durante 10 minutos. Deve-se seguidamente coar e beber no máximo uma chávena (xícara) por dia de preferência uma hora antes do efeito desejado.

Retirado do portal SAPO.AO | http://noticias.sapo.ao/info/artigo/1069177.html