Category Archives: Cidades

Arte Urbana – Downtown Edmonton

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As cores do Outono

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Essa foto foi tirada no dia 22 de setembro, dá pra ver bem a mudança de cor das folhas das árvores.
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Essa outra foto eu tirei hoje e o verde que ainda existia na foto do dia 22 de setembro vai desaparecendo de vez.

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Luanda é a cidade mais cara do mundo.

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Seg, 28 Jun, 08h50

Por Paul Casciato

LONDRES, 28 de junho (Reuters Life!) – Luanda, a capital de Angola, é neste ano a cidade mais cara do mundo para expatriados, à frente de Tóquio, no Japão, e de Ndjamena, no Chade, segundo a Pesquisa Global Mercer do Custo de Vida.

São Paulo, em 21o lugar na lista global, é o lugar mais caro das Américas por causa da valorização do real. Entre as 214 cidades pesquisadas, Karachi, no Paquistão, é a mais barata.

Pela primeira vez, três cidades africanas estão entre as dez mais caras. Além de Luanda e Ndjamena, entrou também Libreville, no Gabão, que aparece em sétimo lugar.

Entre as dez mais há também três asiáticas (Tóquio e Osaka, em 6o, e Hong Kong, empatada em 8o) e quatro europeias (Moscou, em 4o, Genebra, em 5o, Zurique, empatada em 8o, e Copenhague, em 10o).

A pesquisa abrange mais de 200 itens.

“Nossas cidades são selecionadas com base nos pedidos dos nossos clientes multinacionais”, disse Nathalie Constantin-Metral, pesquisadora-sênior da Mercer, em nota que acompanha a pesquisa.

Segundo ela, vários setores –mineração, serviços financeiros, energia, empresas aéreas e indústrias– pediram mais informações sobre cidades africanas.

Sete cidades chinesas aparecem no ranking de 2010, num sinal de que, para as multinacionais, o país não se restringe a Pequim, Xangai e Hong Kong.

Na Europa, a cidade mais barata é Tirana (Albânia), em 200o lugar no ranking. No Oriente Médio, a mais cara é Tel Aviv (19o lugar), e a mais barata é Trípoli (Líbia, 86o).

Nos Estados Unidos, as mais caras são, pela ordem, Nova York (27o lugar) e Los Angeles (55o). A cidade de Winston Salem é a mais barata do país para estrangeiros viverem, em 197o lugar no ranking geral.

“O enfraquecimento do dólar diante de várias outras moedas, junto com uma redução no custo da acomodação de aluguel, puxou as cidades dos Estados Unidos para baixo no ranking”, disse Constantin-Metral.

Na América do Sul, o Rio de Janeiro é a segunda mais cara (29o lugar mundial), seguida por Havana (45o), Bogotá (66o) e Brasília (70o).

Buenos Aires ficou em 161o lugar, e Manágua é a cidade mais barata da América Latina, em 212o lugar na lista mundial.

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Da Esq. para a Dir. Eu, Ricardinho, Leandro e Eduardo. Foto: Tiago Neves
Da Esq. para a Dir. Eu, Ricardinho, Leandro e Eduardo. Foto: Tiago Neves

Fotos do dia: 29 de abril de 2010

Fim de tarde na Praia do Bispo, ao fundo o AAA (conhecido como três As) e as obras de onde serão as novas sedes dos ministérios.
Enquanto as obras não são concluídas, as crianças vão aproveitando e usando as ruas internas e as grandes áreas livres para jogar futebol.

Essas fotos foram tiradas hoje a tarde aproximadamente às 17h, um horário onde o pôr-do-sol é realmente muito bonito aqui na África, o que eu nem precisaria ter dito, basta ver a quantidade de fotos e comentários que sempre vemos em livros, matérias de jornal ou TV e blogs mundo afora.

Só que estamos em um periodo que antecipa o Cacimbo, que é o inverno aqui em Angola, e que deixa o céu com uma coloração e aparência bem diferente do que vemos normalmente, algo bem característico. Vou explicar, sabe aqueles dias que você olha para o céu e já imagina na hora, “nossa, vai cair aquela chuva que vai acabar o mundo”, pois eh, é meio por ae. Aquele branco que chega assusta, aquele céu nublado com cara de que São Pedro vai mandar aquele pé d’agua. Mas não chove nada, de agosto do ano passado até meados de outubro mais ou menos, acho que só fui ver um pingo de chuva uma ou duas vezes.

Mas essa cara de chuva não atrapalha em nada a beleza do fim de tarde, muito pelo contrário, só faz com que temos efeitos, texturas e cores bastante diferenciadas de acordo com o temperamento e boa vontade dos céus ou de São Pedro.

 

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Mais uma surpresa vinda de Angola. Lubango

Como em todos os lugares no mundo sempre tem aquele momento que as pessoas acabam caindo na rotina de onde moram, e em Angola não seria o primeiro lugar a querer que o ser humano mudasse isso né? Enfim, apesar de ter passado 3 meses no Brasil por motivos burocráticos eu não esqueci como funciona o dia-a-dia de Luanda. Enfim, voltei para a minha rotina normal, de casa pro trabalho e do trabalho pra casa, ou de trabalhar em casa para trabalhar na agência e voltar para trabalhar em casa. Mas nos finais de semana sempre tem aquela história de aproveitar ao máximo a cama, acordar bem tarde e levantar pra deitar no sofá, assistir um show na Globo Internacional que sempre passa 13h e depois almoçar pra voltar pro sofá.

E assim como em todo lugar no mundo, sempre que chega uma determinada época você quer quebrar essa rotina da empresa, do bairro ou da família, sabe aquela ansiedade de mudar a rotina de como as coisas funcionam, e agora não seria diferente. Chegou uma nova participante do BBMV (Big Brother MaisVisual), que já veio também querendo quebrar a rotina da casa, e como logo uma ou duas semanas depois já teriamos um feriadão, veio logo a oportunidade que todos estávamos esperando e fazer uma viagem para outras províncias de Angola.

Pra começo de história explico logo o motivo desse feriadão, semana santa, mas como assim? no Brasil até onde eu lembrava só teriamos a sexta, sábado e domingo de feriado. Logo chegou alguém dizendo que Angolano gosta mais de feriados que nós brasileiros e que o feriado da sexta passaria para a segunda. Uma idéia meio louca mas que depois que você passa um tempo morando aqui já começa a achar totalmente plausível. Mas não é nada disso, o feriado da segunda era por causa do Dia da Paz, que foi o dia que oficialmente acabou a guerra em Angola, o que já justifica totalmente a mudança da comemoração do domingo para a segunda.

Voltando à viagem, grupo fechado, e passagens em mãos fomos com destino ao aeroporto, e que não começou assim tão bem, uma vez que fomos com o Túlio que resolveu nós dar essa carona e chegando lá ele quis economizar tempo e dinheiro e nos deixou em frente ao aeroporto, sendo que parado em área sem acostamento e com um policial mau-humorado e com aquela vontade de ganhar uma gasosa (toco como é conhecido em Recife, aquela graninha extra pro guaraná da tarde), como quem não quer nada, já fomos descendo do carro e entrando na área do aeroporto e só olhando de canto de olho pra ver se o caso era resolvido lá mesmo.

Entrando na área de embarque os problemas começam já pela enorme fila e o horário já perto do prazo final. O condicionador de ar que não ajuda muito e o já tão falado cheirinho azedo quando se aglomeram 2 ou mais cidadãos próximos e sem circulação suficiente de ar. Enfim, passamos adiante e fomos ao setor de check-in que já estava abarrotado de gente que mal sabia onde, como ou quando resolver alguma coisa, e como em qualquer aeroporto, um outro abobalhado fardado em pé tentando colocar ordem na zona, em vão claro.

Depois de muito tempo, de várias olhadas na passagem, na lista de espera e no monitor do computador a atendente me entrega o meu bilhete de passagem. Nesse momento Fábio e Milu já estavam finalizando o processo deles também e estavamos esperando agora apenas o Luiz e a Dinara. Todos com os referidos bilhetes em mãos seguimos para a alfândega. Outro fato curioso, não lembro de ter alfândega para vôos domésticos no Brasil. Mas enfim, minha passagem foi liberada, a de Fábio também e a de Milu que pegou um engraçadinho que quis proibir ela de viajar, mas no final tudo foi resolvido apenas na conversa e todos estávamos liberados para adentrar ao bode voador (apelido carinhoso que chamamos os aviões da TAAG, Linhas Aéreas Angolanas).

Aeroporto de Lubango
Aeroporto de Lubango

 

Não me lembro do tempo de viagem mas acredito que foi em torno de 2h30min, vôo tranquilo até o F’ábio me acordar e mostrar uma pista de barro no meio de um campo aberto e dizendo que era o aeroporto. E claro que eu não acreditei, mas fiquei com aquela pulga atrás da orelha, sei lá, sabe como é, você nunca sabe o que vai esperar de Angola. Pior, era realmente a pista do aeroporto, mas conforme o avião vai se aproximando as acomodações vão melhorando de percepção e a pista ou o aeroporto de Lubango já não parecem ser assim tão desesperadores. Pouso tranquilo, esperamos o ônibus que nos levou ao desembarque, de cara já comecei a me impressionar com a estrutura moderna e super organizada, o clima então, bem mais agradável que o calor sufocante de Luanda.

Depois de passarmos por mais um guichê da alfândega e pegarmos as nossas malas, fomos até o estacionamento para tentarmos obter informações sobre aluguel de carro e como chegar ao hotel e pra nossa grata surpresa foi ai que fomos abordados por um homem que era motorista de uma empresa de taxis (Agostinho o nome dele), e  já foi nos tratando com extrema educação e bastante solícito nos levou ao hotel e já nos colocou em conversa com o dono da frota de taxis mas que trabalha com locação de carros (viaturas como são chamados os automóveis aqui), antes que eu esqueça, os carros que estavam para locação eram cherokees praticamente 0Km.

 

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O Hotel 4 estrelas impressionava bastante pela estrutura, organização e qualidade no atendimento, o que já mostrava que a estadia seria a melhor possível.

A dúvida agora era, descansar da viagem e aproveitar o hotel, ou sair e já começar a explorar esse novo ambiente angolano? Bom, com um carro na mão o mais racional a ser feito era dar um rolê pela cidade e foi o que fizemos, já vimos logo um monte que tinha uma estátua do Cristo, bem estilo Rio de Janeiro. Então porque não irmos até lá? Fomos. No caminho ainda paramos em um mirante para tirar algumas fotos e em seguida seguimos, e já começamos a encontrar algumas semelhanças com o Brasil na estrada que nos leva ao Cristo. alguns garotos estiravam cordas cruzando a estrada para forçar carros a parar e pedir dinheiro.

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Demos aquela enrolada neles e fomos com destino ao Cristo, primeiro grande ponto turístico que nos foi apresentado em Lubango. E de fato é grande mas pra quem já viu o Cristo Redentor do Rio de Janeiro esse fica sendo uma versão bastante modesta, mas que vale pela visita. Mas o mais impressionante não é nem o Cristo em sí, mas a vista  de toda a cidade e o sempre impressionante por-do-sol em Angola.

No trajeto do aeroporto ao hotel o Agostinho passou várias informações importantes sobre Lubango. Uma que é bem interessante é que foi Huambo província de Lubango(capital) foi a primeira a ter o liceu no interior do país e que posteriormente também seiria a primeira cidade do interior a ter o ensino superior.

O clima frio e bastante agradável é porque Lubango está em uma parte mais alta e ao sul de Angola e cercada por montanhas. Segundo Agostinho, as pessoas que moram ao sul do país e que vivem longe desse clima escaldante de Luanda tem uma cultura mais elevada até por darem mais valor à educação desde cedo.

Acredito também que por eles terem sido uma cas cidades sedes do CAN (Copa Africana de Nações), a própria população percebeu o quanto é bom para a cidade e para a auto-estima deles essa capacidade de receberem bem os turistas e pessoas que passam pela cidade.

Após a sessão de fotos seguimos caminho de volta ao hotel. No caminho de retorno ainda conseguimos encontrar alguns dos garotos que estavam pedindo dinheiro na estrada e Fábio como de costume achou por bem dar uma parada para registrar algumas imagens e diálogos com os garotos. O que ninguém imaginaria era que ao abrir a porta do carro o menor dos dois garotos saisse em disparado como se tivesse visto o próprio Fred Krueger na sua frente.

Passado o susto o garoto se restabelece e consegue chegar próximo ao carro e Fábio obtém êxito na sua procura por recordar informações sobre os hábitos, curiosidades e porque não dizer medos locais.

Seguimos diretamente ao hotel sem mais paradas, sustos em crianças ou fotos à beira de abismos, para um merecido descanso.

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Continua…

Um novo olhar.

Cercas e arame farpado
Cercas e arame farpado
Angola Kuduro
Angola Kuduro
Candongas
Candongas
à beira da estrada
à beira da estrada

Eu sei que demorei bastante pra escrever outro post, mas tudo isso tem uma explicação, as coisas por aqui estão bastante corridas e o tempo livre acabou sendo melhor utilizado para outras atividades como falar com a namorada, ir a praia e conhecer um pouco melhor Luanda.

Mas não posso dizer que esse atraso tenha sido ruim, muito pelo contrario, me fez já saber exatamente sobre o que escrever.

Já completei 3 meses morando e vivendo aqui em Luanda e nesse tempo pude viver um pouco do dia-a-dia dessa cidade. Quando digo viver falo na essência poética da palavra, porque muitos que vem trabalhar aqui moram em Luanda Sul, o que eh praticamente uma cidade completamente fora da realidade local. Antes que alguém pense que aqui eh uma imensa favela em guerra e Luanda sul eh uma fortaleza cercada de luxo e policiais armados na rua digo que basicamente a cidade esta crescendo de uma forma absurda e foi por la que as coisas surgiram de forma mais ordenada e mais pensadas em quem iria morar la, ou seja, estrangeiros.

Uma visão que de certa forma eh compartilhada com todos aqui da empresa eh que aqui nos temos uma visão e uma vida mais próxima do que realmente eh morar em Angola. Não estou falando de você passar por todo tipo de problema que os angolanos tenham passado ou passem, mas eh apenas de se ter uma visão da vida de dentro dela e não em uma cidade projetada para nos estrangeiros morarmos, um bairro que tem cara de primeiro mundo, com ruas largas e casarões cercados de cercas elétricas e todo o tipo de parafernália de segurança.

Um dia conversando conversando no carro no habitual transito terrível daqui indo de casa para o shopping, um ponto de vista de quem morou em um desses condomínios foi que morando mesmo cercado da total comodidade dentro da sua casa, vc vive praticamente como uma senzala branca, onde vc so sai para trabalhar e volta para dormir. Onde toda e qualquer coisa que você precise fazer fora do condomínio, seja ela a mais simples possível como ir na padaria comprar pão, você não consegue fazer sem um carro e que perca pelo menos 30 minutos da sua rotina diária.

Sabe aquela coisa simples que você você faz no Brasil como sair de casa e descer a rua para comprar pão na padaria que fica a dois ou três quarteirões da tua casa? Ou você sair de casa apenas para comer um sanduiche ou tomar um sorvete na sorveteria ao lado de casa? E conversar com aqueles senhores de idade que ficam jogando domino ou conversando sobre as mudanças na vida desde que saíram da adolescência?

Nada disso você poderá fazer simplesmente porque todos ficam enclausurados em suas casas vivendo numa outra realidade em um outro pais mas que so lembram que estão fora do Brasil na hora de reclamar do transito caótico ou pra reclamar que aqui ninguém trabalha. Coisa que existe da mesma forma no Brasil e muitos desses que reclamam aqui, vivem exatamente a mesma situação la.

Posso falar fácil que uma das melhores situações que me aconteceram aqui foi um dia ter saído tarde da noite pra comprar cerveja numa ruazinha aqui atrás de casa e enquanto esperávamos a senhora que nos vendeu as cervejas ia na casa dela pegar a mercadoria ficamos conversando e rindo com as piadas e as brincadeiras que três senhoras que também trabalham no mesmo local.

Tem coisa mais legal que você parar pra conversar com um senhor de idade que esta la sentado trabalhando e praticamente esperando você perguntar algo pra ele começar a falar emocionado sobre como a vida dele eh digna e cheia de historias? Foi assim que aconteceu uma vez que eu cansado de ficar em casa, sai pra dar uma volta e olhar as pessoas na rua. Fui pedir uma informação pra um senhor e ele reconheceu o sotaque de brasileiro e começou a falar sobre a vida dele e como gostava dos brasileiros por ajudarem a construir essa nova Angola que ele esta vivendo. Bom, esse senhor nunca conheceu o Brasil, mas trabalhou em uma empresa que tinha brasileiros trabalhando junto com ele e mostrou-se bastante orgulhoso de mostrar essa satisfação e ao contrario do que muitos brasileiros que chegam e acham que o pais eh nosso, esse senhor assim como outros angolanos que conheci e conversei fizeram questão de falar que a gente eh bem-vindo aqui. Nas entrelinhas o que ele quis dizer eh que o pais eh nosso não se esqueça disso.