Fotos do dia: 29 de abril de 2010

Fim de tarde na Praia do Bispo, ao fundo o AAA (conhecido como três As) e as obras de onde serão as novas sedes dos ministérios.
Enquanto as obras não são concluídas, as crianças vão aproveitando e usando as ruas internas e as grandes áreas livres para jogar futebol.

Essas fotos foram tiradas hoje a tarde aproximadamente às 17h, um horário onde o pôr-do-sol é realmente muito bonito aqui na África, o que eu nem precisaria ter dito, basta ver a quantidade de fotos e comentários que sempre vemos em livros, matérias de jornal ou TV e blogs mundo afora.

Só que estamos em um periodo que antecipa o Cacimbo, que é o inverno aqui em Angola, e que deixa o céu com uma coloração e aparência bem diferente do que vemos normalmente, algo bem característico. Vou explicar, sabe aqueles dias que você olha para o céu e já imagina na hora, “nossa, vai cair aquela chuva que vai acabar o mundo”, pois eh, é meio por ae. Aquele branco que chega assusta, aquele céu nublado com cara de que São Pedro vai mandar aquele pé d’agua. Mas não chove nada, de agosto do ano passado até meados de outubro mais ou menos, acho que só fui ver um pingo de chuva uma ou duas vezes.

Mas essa cara de chuva não atrapalha em nada a beleza do fim de tarde, muito pelo contrário, só faz com que temos efeitos, texturas e cores bastante diferenciadas de acordo com o temperamento e boa vontade dos céus ou de São Pedro.

 

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Mais uma surpresa vinda de Angola. Lubango

Como em todos os lugares no mundo sempre tem aquele momento que as pessoas acabam caindo na rotina de onde moram, e em Angola não seria o primeiro lugar a querer que o ser humano mudasse isso né? Enfim, apesar de ter passado 3 meses no Brasil por motivos burocráticos eu não esqueci como funciona o dia-a-dia de Luanda. Enfim, voltei para a minha rotina normal, de casa pro trabalho e do trabalho pra casa, ou de trabalhar em casa para trabalhar na agência e voltar para trabalhar em casa. Mas nos finais de semana sempre tem aquela história de aproveitar ao máximo a cama, acordar bem tarde e levantar pra deitar no sofá, assistir um show na Globo Internacional que sempre passa 13h e depois almoçar pra voltar pro sofá.

E assim como em todo lugar no mundo, sempre que chega uma determinada época você quer quebrar essa rotina da empresa, do bairro ou da família, sabe aquela ansiedade de mudar a rotina de como as coisas funcionam, e agora não seria diferente. Chegou uma nova participante do BBMV (Big Brother MaisVisual), que já veio também querendo quebrar a rotina da casa, e como logo uma ou duas semanas depois já teriamos um feriadão, veio logo a oportunidade que todos estávamos esperando e fazer uma viagem para outras províncias de Angola.

Pra começo de história explico logo o motivo desse feriadão, semana santa, mas como assim? no Brasil até onde eu lembrava só teriamos a sexta, sábado e domingo de feriado. Logo chegou alguém dizendo que Angolano gosta mais de feriados que nós brasileiros e que o feriado da sexta passaria para a segunda. Uma idéia meio louca mas que depois que você passa um tempo morando aqui já começa a achar totalmente plausível. Mas não é nada disso, o feriado da segunda era por causa do Dia da Paz, que foi o dia que oficialmente acabou a guerra em Angola, o que já justifica totalmente a mudança da comemoração do domingo para a segunda.

Voltando à viagem, grupo fechado, e passagens em mãos fomos com destino ao aeroporto, e que não começou assim tão bem, uma vez que fomos com o Túlio que resolveu nós dar essa carona e chegando lá ele quis economizar tempo e dinheiro e nos deixou em frente ao aeroporto, sendo que parado em área sem acostamento e com um policial mau-humorado e com aquela vontade de ganhar uma gasosa (toco como é conhecido em Recife, aquela graninha extra pro guaraná da tarde), como quem não quer nada, já fomos descendo do carro e entrando na área do aeroporto e só olhando de canto de olho pra ver se o caso era resolvido lá mesmo.

Entrando na área de embarque os problemas começam já pela enorme fila e o horário já perto do prazo final. O condicionador de ar que não ajuda muito e o já tão falado cheirinho azedo quando se aglomeram 2 ou mais cidadãos próximos e sem circulação suficiente de ar. Enfim, passamos adiante e fomos ao setor de check-in que já estava abarrotado de gente que mal sabia onde, como ou quando resolver alguma coisa, e como em qualquer aeroporto, um outro abobalhado fardado em pé tentando colocar ordem na zona, em vão claro.

Depois de muito tempo, de várias olhadas na passagem, na lista de espera e no monitor do computador a atendente me entrega o meu bilhete de passagem. Nesse momento Fábio e Milu já estavam finalizando o processo deles também e estavamos esperando agora apenas o Luiz e a Dinara. Todos com os referidos bilhetes em mãos seguimos para a alfândega. Outro fato curioso, não lembro de ter alfândega para vôos domésticos no Brasil. Mas enfim, minha passagem foi liberada, a de Fábio também e a de Milu que pegou um engraçadinho que quis proibir ela de viajar, mas no final tudo foi resolvido apenas na conversa e todos estávamos liberados para adentrar ao bode voador (apelido carinhoso que chamamos os aviões da TAAG, Linhas Aéreas Angolanas).

Aeroporto de Lubango
Aeroporto de Lubango

 

Não me lembro do tempo de viagem mas acredito que foi em torno de 2h30min, vôo tranquilo até o F’ábio me acordar e mostrar uma pista de barro no meio de um campo aberto e dizendo que era o aeroporto. E claro que eu não acreditei, mas fiquei com aquela pulga atrás da orelha, sei lá, sabe como é, você nunca sabe o que vai esperar de Angola. Pior, era realmente a pista do aeroporto, mas conforme o avião vai se aproximando as acomodações vão melhorando de percepção e a pista ou o aeroporto de Lubango já não parecem ser assim tão desesperadores. Pouso tranquilo, esperamos o ônibus que nos levou ao desembarque, de cara já comecei a me impressionar com a estrutura moderna e super organizada, o clima então, bem mais agradável que o calor sufocante de Luanda.

Depois de passarmos por mais um guichê da alfândega e pegarmos as nossas malas, fomos até o estacionamento para tentarmos obter informações sobre aluguel de carro e como chegar ao hotel e pra nossa grata surpresa foi ai que fomos abordados por um homem que era motorista de uma empresa de taxis (Agostinho o nome dele), e  já foi nos tratando com extrema educação e bastante solícito nos levou ao hotel e já nos colocou em conversa com o dono da frota de taxis mas que trabalha com locação de carros (viaturas como são chamados os automóveis aqui), antes que eu esqueça, os carros que estavam para locação eram cherokees praticamente 0Km.

 

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O Hotel 4 estrelas impressionava bastante pela estrutura, organização e qualidade no atendimento, o que já mostrava que a estadia seria a melhor possível.

A dúvida agora era, descansar da viagem e aproveitar o hotel, ou sair e já começar a explorar esse novo ambiente angolano? Bom, com um carro na mão o mais racional a ser feito era dar um rolê pela cidade e foi o que fizemos, já vimos logo um monte que tinha uma estátua do Cristo, bem estilo Rio de Janeiro. Então porque não irmos até lá? Fomos. No caminho ainda paramos em um mirante para tirar algumas fotos e em seguida seguimos, e já começamos a encontrar algumas semelhanças com o Brasil na estrada que nos leva ao Cristo. alguns garotos estiravam cordas cruzando a estrada para forçar carros a parar e pedir dinheiro.

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Demos aquela enrolada neles e fomos com destino ao Cristo, primeiro grande ponto turístico que nos foi apresentado em Lubango. E de fato é grande mas pra quem já viu o Cristo Redentor do Rio de Janeiro esse fica sendo uma versão bastante modesta, mas que vale pela visita. Mas o mais impressionante não é nem o Cristo em sí, mas a vista  de toda a cidade e o sempre impressionante por-do-sol em Angola.

No trajeto do aeroporto ao hotel o Agostinho passou várias informações importantes sobre Lubango. Uma que é bem interessante é que foi Huambo província de Lubango(capital) foi a primeira a ter o liceu no interior do país e que posteriormente também seiria a primeira cidade do interior a ter o ensino superior.

O clima frio e bastante agradável é porque Lubango está em uma parte mais alta e ao sul de Angola e cercada por montanhas. Segundo Agostinho, as pessoas que moram ao sul do país e que vivem longe desse clima escaldante de Luanda tem uma cultura mais elevada até por darem mais valor à educação desde cedo.

Acredito também que por eles terem sido uma cas cidades sedes do CAN (Copa Africana de Nações), a própria população percebeu o quanto é bom para a cidade e para a auto-estima deles essa capacidade de receberem bem os turistas e pessoas que passam pela cidade.

Após a sessão de fotos seguimos caminho de volta ao hotel. No caminho de retorno ainda conseguimos encontrar alguns dos garotos que estavam pedindo dinheiro na estrada e Fábio como de costume achou por bem dar uma parada para registrar algumas imagens e diálogos com os garotos. O que ninguém imaginaria era que ao abrir a porta do carro o menor dos dois garotos saisse em disparado como se tivesse visto o próprio Fred Krueger na sua frente.

Passado o susto o garoto se restabelece e consegue chegar próximo ao carro e Fábio obtém êxito na sua procura por recordar informações sobre os hábitos, curiosidades e porque não dizer medos locais.

Seguimos diretamente ao hotel sem mais paradas, sustos em crianças ou fotos à beira de abismos, para um merecido descanso.

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Continua…

Um novo olhar.

Cercas e arame farpado
Cercas e arame farpado
Angola Kuduro
Angola Kuduro
Candongas
Candongas
à beira da estrada
à beira da estrada

Eu sei que demorei bastante pra escrever outro post, mas tudo isso tem uma explicação, as coisas por aqui estão bastante corridas e o tempo livre acabou sendo melhor utilizado para outras atividades como falar com a namorada, ir a praia e conhecer um pouco melhor Luanda.

Mas não posso dizer que esse atraso tenha sido ruim, muito pelo contrario, me fez já saber exatamente sobre o que escrever.

Já completei 3 meses morando e vivendo aqui em Luanda e nesse tempo pude viver um pouco do dia-a-dia dessa cidade. Quando digo viver falo na essência poética da palavra, porque muitos que vem trabalhar aqui moram em Luanda Sul, o que eh praticamente uma cidade completamente fora da realidade local. Antes que alguém pense que aqui eh uma imensa favela em guerra e Luanda sul eh uma fortaleza cercada de luxo e policiais armados na rua digo que basicamente a cidade esta crescendo de uma forma absurda e foi por la que as coisas surgiram de forma mais ordenada e mais pensadas em quem iria morar la, ou seja, estrangeiros.

Uma visão que de certa forma eh compartilhada com todos aqui da empresa eh que aqui nos temos uma visão e uma vida mais próxima do que realmente eh morar em Angola. Não estou falando de você passar por todo tipo de problema que os angolanos tenham passado ou passem, mas eh apenas de se ter uma visão da vida de dentro dela e não em uma cidade projetada para nos estrangeiros morarmos, um bairro que tem cara de primeiro mundo, com ruas largas e casarões cercados de cercas elétricas e todo o tipo de parafernália de segurança.

Um dia conversando conversando no carro no habitual transito terrível daqui indo de casa para o shopping, um ponto de vista de quem morou em um desses condomínios foi que morando mesmo cercado da total comodidade dentro da sua casa, vc vive praticamente como uma senzala branca, onde vc so sai para trabalhar e volta para dormir. Onde toda e qualquer coisa que você precise fazer fora do condomínio, seja ela a mais simples possível como ir na padaria comprar pão, você não consegue fazer sem um carro e que perca pelo menos 30 minutos da sua rotina diária.

Sabe aquela coisa simples que você você faz no Brasil como sair de casa e descer a rua para comprar pão na padaria que fica a dois ou três quarteirões da tua casa? Ou você sair de casa apenas para comer um sanduiche ou tomar um sorvete na sorveteria ao lado de casa? E conversar com aqueles senhores de idade que ficam jogando domino ou conversando sobre as mudanças na vida desde que saíram da adolescência?

Nada disso você poderá fazer simplesmente porque todos ficam enclausurados em suas casas vivendo numa outra realidade em um outro pais mas que so lembram que estão fora do Brasil na hora de reclamar do transito caótico ou pra reclamar que aqui ninguém trabalha. Coisa que existe da mesma forma no Brasil e muitos desses que reclamam aqui, vivem exatamente a mesma situação la.

Posso falar fácil que uma das melhores situações que me aconteceram aqui foi um dia ter saído tarde da noite pra comprar cerveja numa ruazinha aqui atrás de casa e enquanto esperávamos a senhora que nos vendeu as cervejas ia na casa dela pegar a mercadoria ficamos conversando e rindo com as piadas e as brincadeiras que três senhoras que também trabalham no mesmo local.

Tem coisa mais legal que você parar pra conversar com um senhor de idade que esta la sentado trabalhando e praticamente esperando você perguntar algo pra ele começar a falar emocionado sobre como a vida dele eh digna e cheia de historias? Foi assim que aconteceu uma vez que eu cansado de ficar em casa, sai pra dar uma volta e olhar as pessoas na rua. Fui pedir uma informação pra um senhor e ele reconheceu o sotaque de brasileiro e começou a falar sobre a vida dele e como gostava dos brasileiros por ajudarem a construir essa nova Angola que ele esta vivendo. Bom, esse senhor nunca conheceu o Brasil, mas trabalhou em uma empresa que tinha brasileiros trabalhando junto com ele e mostrou-se bastante orgulhoso de mostrar essa satisfação e ao contrario do que muitos brasileiros que chegam e acham que o pais eh nosso, esse senhor assim como outros angolanos que conheci e conversei fizeram questão de falar que a gente eh bem-vindo aqui. Nas entrelinhas o que ele quis dizer eh que o pais eh nosso não se esqueça disso.

…resumindo, foram umas 15 horas.

Se alguém quer fazer um teste de paciência pra valer, viaja pra Angola pela TAAG. Claro que tem que ser saindo de Recife e tem que ser a primeira viagem internacional também.
Enfim, Nara que além de todas as qualidades, também é uma namorada com muita paciência (claro que depois desse tempão todo que estamos juntos, é um dom que ela aprendeu comigo), cheguei em Sampa por volta de 12h30 mais ou menos, ae fui almoçar e depois tomar um café pra passar o tempo.
Fiquei assistindo TV por lá pelo aeroporto até próximo do horário de fazer o check-in. E com essa bagunça toda de gripe H1N1 ficava noiado e lavando as mãos de 5 em 5 minutos. Meu maior medo até então era de ter excesso de bagagem. Como era a minha primeira viagem internacional, todos os medos ganham proporções intercontinentais. Mas ainda bem todas as minhas bagagens estavam dentro do peso limite, ae me tranquilizei mesmo sabendo que estava tudo certo e que essa duvida eu já tinha tirado em Recife no check-in da tam. Ufa né?

Enfim, a partir dai foi só espera, toma mais um café, senta mais meia hora, toma uma água, volta pro lugar, perde a cadeira, senta no chão, compra uma revista e a essa altura eu já estava praticamente dormindo no chão, todas as cadeiras estavam ocupadas. já que as 15h30 era a hora pra eu passar por aquela parte da Alfândega/Polícia Federal. Ahhh o detalhe é que o vôo estava marcado para as 17h30 e não 16h, mas pelo que o pessoal falou eu dei sorte pq já teve um dos que foram que teve que esperar das 18h até as 03h da madruga. Enfim, o que me restava era esperar mais um pouco.

O avião era gigante, mas tinha um ar de um pouco velhinho, mas era aeronave da SwissAir, dei sorte tb de ficar no corredor do meio e de não ter ninguém nas cadeiras da mesma fileira, mas assim que sentei já fiquei empolgado, tinha um telão gigante logo após 3 fileiras, eu já fiquei imaginando altos filmes e tals, mas pra minha tristeza o telão só servia pra passar um video demonstrativo bem tosco sobre a TAAG, imagina aqueles videos velhos de instrução da Dharma lá na ilha de LOST, é bem por ae, só que sobre aqueles procedimentos de segurança e nos restante das aproximadamente 7 horas restantes da viagem, ficava alternando entre um mapa com o trajeto percorrido e estatisticas de velocidade, altitude, tempo de vôo e temperatura.
Se eu fosse um daqueles caras que gosta de números (desde que não fosse da MegaSena), estaria tendo ataques de felícidade e talvez fazendo cálculos e mais cálculos para saber o vetor de distância/velocidade/altura percorridos. Ahhh sim, uma coisa que fiquei me perguntando ninguém nunca teve um ataque com essa história de contagem regressiva de distancia e tempo?
Enfim, cheguei bem, e pra sair do avião também foi tudo bem rápido, eheheheh nada, só pra sair do avião acho que perdi mais 30 minutos, e o mais engraçado era que tinha um senhor de idade que era bem explícito que era portugues e que ficava discutindo bastante com um dos aerovelhos(as), mas claro que ele não tinha razão, queria ficar em pé o tempo todo e o Angolano insistindo que ele tinha que ficar sentado até que o sinal de apertar os cintos estivessem apagados. O problema era que absolutamente todo mundo do avião já estava pegando as malas e levantando.
Depois que sai do avião, peguei um onibus até o aeroporto, mas antes fui tirar uma foto do avião, e por sorte percebi logo que a camera estava sem chip, esqueci no noteboog de Nara. E pq por sorte? Pq se algum policial ou funcionário da TAAG ver alguém tirando fotos das modernas aeronaves eles sem a mínima cerimonia tomam posse da camera sem direito a choradeira. O mínimo era colocar um aviso que eh proibido tirar fotografias das aeronaves.
Enfim, chegando no aeroporto, todos vão agora passar rapidinho pela imigração? Nada, uma pequena fila de mais de 100 pessoas e uma espera de 1 hora em pé, já que ninguém vai querer parecer mal na frente dos fiscais né? Outra coisa, distribuiram uns formulários pra preencher sobre a gripe H1N1, e ae eu já comecei a me descabelar, com o cansaço e o avião ligeiramente empoeirado minha alergia veio a mil, mas eu segurei a onda e não dei um espirro sequer na frente da fiscal da imigração. Pasaporte carimbado passei pela imigração e tudo livre né? Nada, um guardinha quis fazer uma gracinha e segurou o meu passaporte e o de mais umas 4 pessoas, disse que queria ver as passagens de retorno, só conversa pra querer ganhar alguma grana pro guaraná, ehehhehe, inventei a maior conversa em cima da primeira data que vi no papel da agencia de turismo e ele caiu feito um peixinho.
Agora sim, tudo OK né? Na imigração e com as malas sim, porém quando sai no portão de desembarque vejo logo um mar de plaquinhas da Queiroz Galvão, Odebrecht e as mais variadas empresas de petróleo, perfuração em alto mar, construção e tudo mais. E nada de ver meu nome, ou o nome da empresa. Lá vou eu ligar pra empresa né? Errado, no aeroporto não tem telefone público, e ae o que fazer então? Esperar, esperar, esperar. Bom, depois de 1h de espera, de andadas de um lado pro outro, de olhadas nas mais variadas pessoas pra tentar reconhecer alguém, reconheci meu nome em uma placa e me senti feliz da vida de poder ir pra casa e dormir mais um pouco, ehehehehhehe.

…E AGORA, ANGOLA!

Angola

ESSE É O PRIMEIRO DE MUITOS POSTS CHEIOS DE HISTÓRIAS SOBRE UM PAÍS CHAMADO ANGOLA.

Assim como várias pessoas no mundo, escutei por boa parte da minha vida apenas notícias repercutindo as mazelas, guerra civil e desigualdades sociais de lá. Acredito que assim como qualquer lugar no mundo, tem seus problemas, mas que também tem belas histórias a serem vividas e registradas. Não vou me prender a um passado de guerra e tamanhas tristezas vividas por lá, digo por lá, porque nesse momento ainda estou no Brasil, mais precisamente no Recife, capital de Pernambuco, estado reconhecido nacionalmente pela imensa riqueza cultural do seu povo.

Mas não é por acaso que estou falando sobre pernambuco, muito do que temos aqui como riqueza cultural, são heranças africanas, sejam as alfaias, os ritmos, gírias ou modos de se vestir. Recife é na verdade um caldeirão cultural efervescente onde se misturam heranças de povos africanos, europeus, judeus e portugueses.

Nesse momento eu vivo aquela ansiedade pré-viagem, onde tudo perde um pouco a graça perante o tamanho do aprendizado e da oportunidade de crescimento profissional e intelectual. Em pleno ano de 2009 eu não precisaria dizer que crescimento profissional é algo a ser buscado também em Angola, uma vez que junto com os chineses e portugueses,nós brasileiros também temos uma grande comunidade lá, e pelo que já me falaram graças a Deus que somos os que mais são respeitados. Ouvindo e lendo algumas histórias sobre os angolanos, já sei que eles não são lá muito amistososos com os portugueses.

Brasileiro é sempre bem recebido onde chega, que maravilha termos essa boa fama, graças claro aos nossos craques do futebol.

Muitas histórias para contar sobre minha vida, meu mundo e agora, Angola.

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