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Passinho: a mistura do funk carioca com Kuduro de Angola

Angola Kuduro
Angola Kuduro

 

 

Assista e compare.

 

 

Um novo jeito de dançar o funk nasceu nas comunidades do Rio de Janeiro. É o “Passinho”, uma dança cheia de energia e influências, sobretudo, do Kuduro. Dez anos antes de o passinho emergir nas comunidades pobres do Rio de Janeiro, o Kuduro surgia em Luanda.

Os dois ritmos são uma colagem de batidas negras. No caso da dança carioca, é uma mistura de funk, frevo, break, samba e, também, Kuduro. “A paixão dos jovens da periferia do Rio pela cultura do passinho é muito similar à que Angola tem pelo Kuduro”, diz Emílio Domingos, diretor do documentário “A Batalha do Passinho” (2013).

O movimento musical ganhou projeção fora das favelas do Rio no final da década de 2000, quando os dançarinos começaram a fazer sucesso no Youtube. A partir daí, foram organizadas competições com duelos entre os bailarinos. “O passinho é o resultado de uma mistura. O funk se modificou com o surgimento do tamborzão, que tem uma batida mais acelerada. Foram incorporados o atabaque, percussão brasileira, música de umbanda e candomblé”, conta.

O passinho não tem a mesma sensualidade do funk carioca. “Quando o funk começou, como ‘proibidão’, era quase um filme pornográfico. O passinho é mais uma brincadeira”, diz o realizador do filme “I Love Kuduro”, Mario Patrocínio.

Quando surgiu, a função da dança era chamar a atenção das mulheres nos bailes funk. O passinho é dançado majoritariamente por meninos. “A mulherada gosta de quem tem poder e se destaca. Os rapazes chamam a atenção quando dançam”, afirma a dançarina Leandra Perfects no documentário “A Batalha do Passinho”.

 

Originalmente aqui: http://hojetem.net/hojetemv3/2013/11/18/passinho-a-mistura-do-funk-carioca-com-kuduro-de-angola

…resumindo, foram umas 15 horas.

Se alguém quer fazer um teste de paciência pra valer, viaja pra Angola pela TAAG. Claro que tem que ser saindo de Recife e tem que ser a primeira viagem internacional também.
Enfim, Nara que além de todas as qualidades, também é uma namorada com muita paciência (claro que depois desse tempão todo que estamos juntos, é um dom que ela aprendeu comigo), cheguei em Sampa por volta de 12h30 mais ou menos, ae fui almoçar e depois tomar um café pra passar o tempo.
Fiquei assistindo TV por lá pelo aeroporto até próximo do horário de fazer o check-in. E com essa bagunça toda de gripe H1N1 ficava noiado e lavando as mãos de 5 em 5 minutos. Meu maior medo até então era de ter excesso de bagagem. Como era a minha primeira viagem internacional, todos os medos ganham proporções intercontinentais. Mas ainda bem todas as minhas bagagens estavam dentro do peso limite, ae me tranquilizei mesmo sabendo que estava tudo certo e que essa duvida eu já tinha tirado em Recife no check-in da tam. Ufa né?

Enfim, a partir dai foi só espera, toma mais um café, senta mais meia hora, toma uma água, volta pro lugar, perde a cadeira, senta no chão, compra uma revista e a essa altura eu já estava praticamente dormindo no chão, todas as cadeiras estavam ocupadas. já que as 15h30 era a hora pra eu passar por aquela parte da Alfândega/Polícia Federal. Ahhh o detalhe é que o vôo estava marcado para as 17h30 e não 16h, mas pelo que o pessoal falou eu dei sorte pq já teve um dos que foram que teve que esperar das 18h até as 03h da madruga. Enfim, o que me restava era esperar mais um pouco.

O avião era gigante, mas tinha um ar de um pouco velhinho, mas era aeronave da SwissAir, dei sorte tb de ficar no corredor do meio e de não ter ninguém nas cadeiras da mesma fileira, mas assim que sentei já fiquei empolgado, tinha um telão gigante logo após 3 fileiras, eu já fiquei imaginando altos filmes e tals, mas pra minha tristeza o telão só servia pra passar um video demonstrativo bem tosco sobre a TAAG, imagina aqueles videos velhos de instrução da Dharma lá na ilha de LOST, é bem por ae, só que sobre aqueles procedimentos de segurança e nos restante das aproximadamente 7 horas restantes da viagem, ficava alternando entre um mapa com o trajeto percorrido e estatisticas de velocidade, altitude, tempo de vôo e temperatura.
Se eu fosse um daqueles caras que gosta de números (desde que não fosse da MegaSena), estaria tendo ataques de felícidade e talvez fazendo cálculos e mais cálculos para saber o vetor de distância/velocidade/altura percorridos. Ahhh sim, uma coisa que fiquei me perguntando ninguém nunca teve um ataque com essa história de contagem regressiva de distancia e tempo?
Enfim, cheguei bem, e pra sair do avião também foi tudo bem rápido, eheheheh nada, só pra sair do avião acho que perdi mais 30 minutos, e o mais engraçado era que tinha um senhor de idade que era bem explícito que era portugues e que ficava discutindo bastante com um dos aerovelhos(as), mas claro que ele não tinha razão, queria ficar em pé o tempo todo e o Angolano insistindo que ele tinha que ficar sentado até que o sinal de apertar os cintos estivessem apagados. O problema era que absolutamente todo mundo do avião já estava pegando as malas e levantando.
Depois que sai do avião, peguei um onibus até o aeroporto, mas antes fui tirar uma foto do avião, e por sorte percebi logo que a camera estava sem chip, esqueci no noteboog de Nara. E pq por sorte? Pq se algum policial ou funcionário da TAAG ver alguém tirando fotos das modernas aeronaves eles sem a mínima cerimonia tomam posse da camera sem direito a choradeira. O mínimo era colocar um aviso que eh proibido tirar fotografias das aeronaves.
Enfim, chegando no aeroporto, todos vão agora passar rapidinho pela imigração? Nada, uma pequena fila de mais de 100 pessoas e uma espera de 1 hora em pé, já que ninguém vai querer parecer mal na frente dos fiscais né? Outra coisa, distribuiram uns formulários pra preencher sobre a gripe H1N1, e ae eu já comecei a me descabelar, com o cansaço e o avião ligeiramente empoeirado minha alergia veio a mil, mas eu segurei a onda e não dei um espirro sequer na frente da fiscal da imigração. Pasaporte carimbado passei pela imigração e tudo livre né? Nada, um guardinha quis fazer uma gracinha e segurou o meu passaporte e o de mais umas 4 pessoas, disse que queria ver as passagens de retorno, só conversa pra querer ganhar alguma grana pro guaraná, ehehhehe, inventei a maior conversa em cima da primeira data que vi no papel da agencia de turismo e ele caiu feito um peixinho.
Agora sim, tudo OK né? Na imigração e com as malas sim, porém quando sai no portão de desembarque vejo logo um mar de plaquinhas da Queiroz Galvão, Odebrecht e as mais variadas empresas de petróleo, perfuração em alto mar, construção e tudo mais. E nada de ver meu nome, ou o nome da empresa. Lá vou eu ligar pra empresa né? Errado, no aeroporto não tem telefone público, e ae o que fazer então? Esperar, esperar, esperar. Bom, depois de 1h de espera, de andadas de um lado pro outro, de olhadas nas mais variadas pessoas pra tentar reconhecer alguém, reconheci meu nome em uma placa e me senti feliz da vida de poder ir pra casa e dormir mais um pouco, ehehehehhehe.

…E AGORA, ANGOLA!

Angola

ESSE É O PRIMEIRO DE MUITOS POSTS CHEIOS DE HISTÓRIAS SOBRE UM PAÍS CHAMADO ANGOLA.

Assim como várias pessoas no mundo, escutei por boa parte da minha vida apenas notícias repercutindo as mazelas, guerra civil e desigualdades sociais de lá. Acredito que assim como qualquer lugar no mundo, tem seus problemas, mas que também tem belas histórias a serem vividas e registradas. Não vou me prender a um passado de guerra e tamanhas tristezas vividas por lá, digo por lá, porque nesse momento ainda estou no Brasil, mais precisamente no Recife, capital de Pernambuco, estado reconhecido nacionalmente pela imensa riqueza cultural do seu povo.

Mas não é por acaso que estou falando sobre pernambuco, muito do que temos aqui como riqueza cultural, são heranças africanas, sejam as alfaias, os ritmos, gírias ou modos de se vestir. Recife é na verdade um caldeirão cultural efervescente onde se misturam heranças de povos africanos, europeus, judeus e portugueses.

Nesse momento eu vivo aquela ansiedade pré-viagem, onde tudo perde um pouco a graça perante o tamanho do aprendizado e da oportunidade de crescimento profissional e intelectual. Em pleno ano de 2009 eu não precisaria dizer que crescimento profissional é algo a ser buscado também em Angola, uma vez que junto com os chineses e portugueses,nós brasileiros também temos uma grande comunidade lá, e pelo que já me falaram graças a Deus que somos os que mais são respeitados. Ouvindo e lendo algumas histórias sobre os angolanos, já sei que eles não são lá muito amistososos com os portugueses.

Brasileiro é sempre bem recebido onde chega, que maravilha termos essa boa fama, graças claro aos nossos craques do futebol.

Muitas histórias para contar sobre minha vida, meu mundo e agora, Angola.