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‘Angola’, um curta-metragem sobre as cores e ritmos de Luanda

As cores e ritmos de Luanda, capital angolana, saltam aos olhos e ouvidos do espectador no mini-documentário “Angola”. Dirigido pelo músico Silva, em parceria com Angelo Silva e William Sossai, o filme traz registros feitos no país africano no final de 2013.

O músico capixaba se deslocou até Angola por conta da música, “Volta”, inspirada em ritmos afros, presente no seu segundo álbum, “Vista pro Mar”. As imagens feitas no país renderam um videoclipe e o documentário em questão.

Em vez de fome, tristeza ou calamidade, o curta-metragem ressalta a simpatia dos angolanos e sua intimidade com a dança, mais especificamente com o kuduro, “cultura que não é ensinada em escolas, se aprende na rua com os amigos, dançando nas festas”,  como escreve o músico.

Com pouco mais de 5 minutos, o curta-metragem é narrado pelo próprio Silva. “Se você olhar do jeito certo, fica claro o potencial e a força desse povo”, declara.

Assista ao documentário a seguir:

Assista ao videoclipe:

Originalmente no https://culturaemcasa.catracalivre.com.br/online/angola-um-curta-metragem-sobre-as-cores-e-ritmos-de-luanda/

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Luanda é a cidade mais cara do mundo.

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Seg, 28 Jun, 08h50

Por Paul Casciato

LONDRES, 28 de junho (Reuters Life!) – Luanda, a capital de Angola, é neste ano a cidade mais cara do mundo para expatriados, à frente de Tóquio, no Japão, e de Ndjamena, no Chade, segundo a Pesquisa Global Mercer do Custo de Vida.

São Paulo, em 21o lugar na lista global, é o lugar mais caro das Américas por causa da valorização do real. Entre as 214 cidades pesquisadas, Karachi, no Paquistão, é a mais barata.

Pela primeira vez, três cidades africanas estão entre as dez mais caras. Além de Luanda e Ndjamena, entrou também Libreville, no Gabão, que aparece em sétimo lugar.

Entre as dez mais há também três asiáticas (Tóquio e Osaka, em 6o, e Hong Kong, empatada em 8o) e quatro europeias (Moscou, em 4o, Genebra, em 5o, Zurique, empatada em 8o, e Copenhague, em 10o).

A pesquisa abrange mais de 200 itens.

“Nossas cidades são selecionadas com base nos pedidos dos nossos clientes multinacionais”, disse Nathalie Constantin-Metral, pesquisadora-sênior da Mercer, em nota que acompanha a pesquisa.

Segundo ela, vários setores –mineração, serviços financeiros, energia, empresas aéreas e indústrias– pediram mais informações sobre cidades africanas.

Sete cidades chinesas aparecem no ranking de 2010, num sinal de que, para as multinacionais, o país não se restringe a Pequim, Xangai e Hong Kong.

Na Europa, a cidade mais barata é Tirana (Albânia), em 200o lugar no ranking. No Oriente Médio, a mais cara é Tel Aviv (19o lugar), e a mais barata é Trípoli (Líbia, 86o).

Nos Estados Unidos, as mais caras são, pela ordem, Nova York (27o lugar) e Los Angeles (55o). A cidade de Winston Salem é a mais barata do país para estrangeiros viverem, em 197o lugar no ranking geral.

“O enfraquecimento do dólar diante de várias outras moedas, junto com uma redução no custo da acomodação de aluguel, puxou as cidades dos Estados Unidos para baixo no ranking”, disse Constantin-Metral.

Na América do Sul, o Rio de Janeiro é a segunda mais cara (29o lugar mundial), seguida por Havana (45o), Bogotá (66o) e Brasília (70o).

Buenos Aires ficou em 161o lugar, e Manágua é a cidade mais barata da América Latina, em 212o lugar na lista mundial.

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Da Esq. para a Dir. Eu, Ricardinho, Leandro e Eduardo. Foto: Tiago Neves
Da Esq. para a Dir. Eu, Ricardinho, Leandro e Eduardo. Foto: Tiago Neves

Fotos do dia: 29 de abril de 2010

Fim de tarde na Praia do Bispo, ao fundo o AAA (conhecido como três As) e as obras de onde serão as novas sedes dos ministérios.
Enquanto as obras não são concluídas, as crianças vão aproveitando e usando as ruas internas e as grandes áreas livres para jogar futebol.

Essas fotos foram tiradas hoje a tarde aproximadamente às 17h, um horário onde o pôr-do-sol é realmente muito bonito aqui na África, o que eu nem precisaria ter dito, basta ver a quantidade de fotos e comentários que sempre vemos em livros, matérias de jornal ou TV e blogs mundo afora.

Só que estamos em um periodo que antecipa o Cacimbo, que é o inverno aqui em Angola, e que deixa o céu com uma coloração e aparência bem diferente do que vemos normalmente, algo bem característico. Vou explicar, sabe aqueles dias que você olha para o céu e já imagina na hora, “nossa, vai cair aquela chuva que vai acabar o mundo”, pois eh, é meio por ae. Aquele branco que chega assusta, aquele céu nublado com cara de que São Pedro vai mandar aquele pé d’agua. Mas não chove nada, de agosto do ano passado até meados de outubro mais ou menos, acho que só fui ver um pingo de chuva uma ou duas vezes.

Mas essa cara de chuva não atrapalha em nada a beleza do fim de tarde, muito pelo contrário, só faz com que temos efeitos, texturas e cores bastante diferenciadas de acordo com o temperamento e boa vontade dos céus ou de São Pedro.

 

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Um novo olhar.

Cercas e arame farpado
Cercas e arame farpado
Angola Kuduro
Angola Kuduro
Candongas
Candongas
à beira da estrada
à beira da estrada

Eu sei que demorei bastante pra escrever outro post, mas tudo isso tem uma explicação, as coisas por aqui estão bastante corridas e o tempo livre acabou sendo melhor utilizado para outras atividades como falar com a namorada, ir a praia e conhecer um pouco melhor Luanda.

Mas não posso dizer que esse atraso tenha sido ruim, muito pelo contrario, me fez já saber exatamente sobre o que escrever.

Já completei 3 meses morando e vivendo aqui em Luanda e nesse tempo pude viver um pouco do dia-a-dia dessa cidade. Quando digo viver falo na essência poética da palavra, porque muitos que vem trabalhar aqui moram em Luanda Sul, o que eh praticamente uma cidade completamente fora da realidade local. Antes que alguém pense que aqui eh uma imensa favela em guerra e Luanda sul eh uma fortaleza cercada de luxo e policiais armados na rua digo que basicamente a cidade esta crescendo de uma forma absurda e foi por la que as coisas surgiram de forma mais ordenada e mais pensadas em quem iria morar la, ou seja, estrangeiros.

Uma visão que de certa forma eh compartilhada com todos aqui da empresa eh que aqui nos temos uma visão e uma vida mais próxima do que realmente eh morar em Angola. Não estou falando de você passar por todo tipo de problema que os angolanos tenham passado ou passem, mas eh apenas de se ter uma visão da vida de dentro dela e não em uma cidade projetada para nos estrangeiros morarmos, um bairro que tem cara de primeiro mundo, com ruas largas e casarões cercados de cercas elétricas e todo o tipo de parafernália de segurança.

Um dia conversando conversando no carro no habitual transito terrível daqui indo de casa para o shopping, um ponto de vista de quem morou em um desses condomínios foi que morando mesmo cercado da total comodidade dentro da sua casa, vc vive praticamente como uma senzala branca, onde vc so sai para trabalhar e volta para dormir. Onde toda e qualquer coisa que você precise fazer fora do condomínio, seja ela a mais simples possível como ir na padaria comprar pão, você não consegue fazer sem um carro e que perca pelo menos 30 minutos da sua rotina diária.

Sabe aquela coisa simples que você você faz no Brasil como sair de casa e descer a rua para comprar pão na padaria que fica a dois ou três quarteirões da tua casa? Ou você sair de casa apenas para comer um sanduiche ou tomar um sorvete na sorveteria ao lado de casa? E conversar com aqueles senhores de idade que ficam jogando domino ou conversando sobre as mudanças na vida desde que saíram da adolescência?

Nada disso você poderá fazer simplesmente porque todos ficam enclausurados em suas casas vivendo numa outra realidade em um outro pais mas que so lembram que estão fora do Brasil na hora de reclamar do transito caótico ou pra reclamar que aqui ninguém trabalha. Coisa que existe da mesma forma no Brasil e muitos desses que reclamam aqui, vivem exatamente a mesma situação la.

Posso falar fácil que uma das melhores situações que me aconteceram aqui foi um dia ter saído tarde da noite pra comprar cerveja numa ruazinha aqui atrás de casa e enquanto esperávamos a senhora que nos vendeu as cervejas ia na casa dela pegar a mercadoria ficamos conversando e rindo com as piadas e as brincadeiras que três senhoras que também trabalham no mesmo local.

Tem coisa mais legal que você parar pra conversar com um senhor de idade que esta la sentado trabalhando e praticamente esperando você perguntar algo pra ele começar a falar emocionado sobre como a vida dele eh digna e cheia de historias? Foi assim que aconteceu uma vez que eu cansado de ficar em casa, sai pra dar uma volta e olhar as pessoas na rua. Fui pedir uma informação pra um senhor e ele reconheceu o sotaque de brasileiro e começou a falar sobre a vida dele e como gostava dos brasileiros por ajudarem a construir essa nova Angola que ele esta vivendo. Bom, esse senhor nunca conheceu o Brasil, mas trabalhou em uma empresa que tinha brasileiros trabalhando junto com ele e mostrou-se bastante orgulhoso de mostrar essa satisfação e ao contrario do que muitos brasileiros que chegam e acham que o pais eh nosso, esse senhor assim como outros angolanos que conheci e conversei fizeram questão de falar que a gente eh bem-vindo aqui. Nas entrelinhas o que ele quis dizer eh que o pais eh nosso não se esqueça disso.