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METZ

ACETATE (NOT THE VIDEO)

THE SWIMMER

Toda vez que escuto uma música e ela tem algo de incrível, sejam riffs, letras, a sonoridade ou a novidade por trás do som, me dá arrepio, vontade de chorar, aquela inquietação que você sente quando é adolescente. É exatamente esse sentimento que tive quando conheci a Metz.

Desde esse dia, fui atrás de material da banda, história e conhecer mais sobre eles. O que não me surpreendeu foi eles serem uma cria da SubPop, selo independente de Seattle já mundialmente famoso por ter lançado o Nirvana.  Já li matérias falando que o Metz foi a banda responsável por colocar a SubPop de volta nos trilhos que a fizeram ter a fama de descobrir grandes talentos do underground. É sempre bom lembrar que ela também foi a responsável por lançar a CSS (Cansei de Ser Sexy), no mercado gringo e no circuito de festivais internacionais.

Nessa mistura do som da Metz você vai encontrar distorção, muita sujeira, efeitos na voz, no baixo e que só reforçam o que a banda tem de melhor, aquela agonia sonora que te dá arrepios quando você escuta os primeiros riffs e te faz levantar da cadeira. Se eu fosse te indicar uma banda pra você escutar durante aquela tua caminhada matinal, com certeza seria a Metz. Seu dia começará melhor e teu chefe vai te agradecer pela produtividade desse dia.

O que me surpreendeu um pouco foi saber que eles são do Canadá, mais precisamente de Toronto. Mais uma feliz descoberta de excelente banda canadense. Nos links acima postei 2 clipes do mais recente (lançado mês passado) e aqui embaixo tem 2 clipes do primeiro álbum e um video de um show deles no Nrmal Festival no México.

WET BLANKET (OFFICIAL VIDEO)

WASTED (OFFICIAL VIDEO)

NRMAL FESTIVAL, México, 28 de fevereiro de 2015

Mastodon e Clutch

Não me lembro exatamente a data ou o ano, mas houve uma época em que eu comprava com bastante frequência a Kerrang! estava estudando inglês e queria melhorar a compreensão do idioma através da leitura, e como já escutava muitas bandas gringas, nada mais natural que buscar conhecer novos sons diretamente de uma das principais revistas da época. A revista era bastante cara por ser importada e não lembro a razão mas o jornaleiro só comprava de 2 em 2 meses, mas justamente por esse motivo eu escolhia a dedo a edição que iria comprar, normalmente procurava alguma que viesse com alguma coletânea. E foi em uma Kerrang! que conheci o Clutch, não era capa, mas um daqueles destaques de capa, mas estava lá me chamou a atenção e fui conhecer o som deles, e nessa época eu estava escutando bandas mais pesadas, com preferência pelo Thrash Metal, mas escutava bastante Alternative Metal, Hard Rock e Classic Rock. Nessa época nem existia o termo Stoner Rock e eles não se encaixavam em um estilo determinado, eram uma banda de rock com influências de blues mas com riffs de peso.

Mas voltando para o ano de 2015, uma grata surpresa foi saber que eles tinham lançado material novo e estavam em tour junto com o Mastodon, melhor ainda, eles iriam tocar na sua cidade. Equação perfeita para uma noite de domingo, ver o show de uma banda que fez parte do repertório da sua formação musical e assistir ao vivo uma banda que você está curioso pra conhecer ainda mais.

O show da Clutch foi incrível, energia bacana entre banda e público, mas nada de muita conversa e paradas para interações, o lance era uma música atrás da outra, e pontuais agradecimentos e pausas antes dos hits, a maior parte do Blast Tyrant e por incrível que pareça eu não era o único saudoso, muita gente foi ao show apenas para ver o Clutch, deu pra notar isso no intervalo entre o show deles e o da Mastodon.

O show da Mastodon foi muito, muito bom, enfim, se você conhece o som deles mais do que eu vai entender o que estou falando. Peso e virtuosismo poder sim fazer parte de um mesmo show de uma banda de Heavy Metal ou seria Progressive Metal? Não sei se foram os efeitos visuais das luzes, mas colocou todos em transe com  solos longos e alternância entre músicas mais pesadas e outras mais densas mas sem se perderem no meio do caminho. Show incrível do começo ao fim. E sim, a iluminação faz muita diferença no show deles.

No final do show o baterista assumiu o microfone agradeceu a todos, falou sobre a tour, sobre estar viajando junto com a Clutch, agradeceu a todos que sairam de casa em um domingo a noite para assistir ao show, compraram cds, camisas e material de divulgação das bandas. Pra mim isso fez eu ainda ter mais respeito por eles, em tempos onde bandas e artistas exageram no estrelismo, você estar perto do seu público fala muito sobre o tipo de fã que você quer ter.